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sábado, 16 de novembro de 2013

Televisão



“A televisão viciou-nos com o movimento incessante, suprimindo do cotidiano a dimensão do repouso e do silêncio. (…) E, se todo olhar paralisa, nenhum olhar é mais paralisante que o da televisão. (…) Existe um momento, contudo, que libera o espectador da hipnose: é a falha. A falha revela o que a organização esconde, rasgando a cortina das imagens prontas, para dar a ver, num instante, as engrenagens do aparelho. (…) A falha surge, então, como uma irrupção do humano e do contingente, num universo mecânico e condicionado. (…).”

Luiz Nazario ("Pós modernismo e novas tecnologias". Publicado em Barbosa, Ana Mae & Guinsburg, Jacó. "O pós-modernismo". São Paulo: Perspectiva, 2008)

TRABALHO REALIZADO PARA O EDITAL "Novos coreógrafos - Novas Criações: Site Specific", do Centro Cultural São Paulo

Intérprete-criador: Pedro Peñuela
Captação de video ao vivo: Dresler Aguilera
Contra-regragem: Conrado Vivacqua
Preparação corporal e colaboração artística:
Ricardo Neves e Felipe Bittencourt
Fotografia: Ana Lu Sanches
Realização: Centro Cultural São Paulo -
Secretaria Municipal de Cultura
2013

Televisão














Fotografias: Ana Lu Sanches

Televisão - vídeo

Um respeitável homem engravatado cai.
Manca e não consegue manter-se em pé.
Desmorona, silenciosamente.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Televisão

"Há poucas coisas que as pessoas fazem mais do que ver televisão. Da vida normal de uma pessoa, nove anos são passados diante de um aparelho de TV que, com a ajuda de satélites, modela talvez até três bilhões de espectadores (...)” (Luiz Nazario)


Projeto de criação em dança, recém-aprovado na edição 2013 do edital "Novos coreógrafos - Novas criações: Site Specific", do Centro Cultural São Paulo.


“O artista é aquele que viaja nos labirintos ou nos subsolos do mundo social. (...) Devolve aos detalhes insignificantes da prosa do mundo sua dupla potência poética e significante. Na topografia de um lugar ou na fisionomia de uma fachada, na forma ou no desgaste de uma vestimenta, no caos de uma exposição de mercadorias ou de detritos, ele reconhece os elementos de uma mitologia” 

(Jacques Rancière )

“A forma da obra contemporânea vai além de sua forma material: ela é um elemento de ligação, um princípio de aglutinação dinâmica” (Nicolas Bouriaud )

Fotografias: Vinícius Sanaiote